Enfermeiras

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Desde que fui operada estou querendo escrever sobre as enfermeiras dinamaquesas. É difícil fazer isso sem ser piegas, mas acho que vale a pena correr o risco. Sobre o sermão da Eva já escrevi, mas preciso também comentar o gesto da Mette que ontem, na minha chegada à clínica de oncologia, segurou minhas mãos me cumprimentando.

Na hora nem pensei no gesto, que aconteceu de forma bem natural. Logo depois me veio à cabeça que um gesto daqueles não é muito usual para um dinamarquês. Foi também a Mette que, semanas atrás, antes de entrar de férias, me deu um abraço quase se desculpando porque não estaria trabalhando quando eu fosse receber meu último tratamento quimioterápico.

Me lembro também da Regina (que aqui se pronuncia “reguina”), aquela dos olhos azuis enormes, cabelos curtos pintados de preto. Ela me atendeu no período pós-operatório e foi ela quem tirou o curativo que cobria a cicatriz que ficou no lugar do meu seio esquerdo. Em diversos momentos, sua sensibilidade e atenção tornaram aqueles dias tristes depois da operação mais fáceis de suportar.

Acho que as enfermeiras dinamarquesas exercitam todo seu “calor humano” com os pacientes, o que não se pode dizer dos médicos dinamarqueses que tenho encontrado. Eles sempre mantiveram uma ralação profissional mas, na minha opinião, exageradamente distante dos pacientes.

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