Nova rota: mercado de luxo e mais um refúgio verde

Torvehallene, mercado no centro de Copenhague
Torvehallene, mercado recentemente inaugurado no centro de Copenhague

Adoro mercados e feiras. Todo vez que visito uma cidade, sempre tento dar um jeitinho para visitar o mercado ou feiras da cidade. Em Copenhague eu não tinha essa opção porque a cidade simplesmente não possuía uma feira ou mercado de rua onde os moradores pudessem comprar frutas, verduras e outros alimentos diretamente do produtor. Mas semanas atrás foi inaugurado o mercado Torvehallene (mercado da praça, tradução livre), que deveria preencher essa lacuna. Gostei do mercado: são dois galpões que cobrem as “barracas” e entre eles há uma pracinha que, antevejo, vai se tornar um ponto de encontro. Mas acho que a lacuna vai continuar.

O mercado (situado na praça Israel Plads, ao lado da estação de metro e de trem Nørreport) é bonito demais, os hortifrutigranjeiros são muito caros e os “feirantes” mais parecem donos de um restaurante gourmet. Ainda assim, para quem está de passeio, o mercado é uma ótima pedida: é um lugar bem agradável com várias opções para um lanche, um bom café e até um “happy hour” encostado no balcão de uma das “barracas”. Não deixe de aproveitar para experimentar alguns dos famosos e deliciosos salames e salsichas dinamarqueses, à venda em alguns estandes da feira.

Parque

Saia do mercado pelo lado da rua Vendersgade, vire à direita, pegue a Rømersgade, e ande 300 metros para chegar a outro belo refúgio verde da cidade, o Ørstedsparken. Assim como o Tivoli, o Jardim Botânico e o Østre Anlæg (Construção do Leste), o Ørstedsparken compunha a série de fortificações que cercavam e protegiam a antiga Copenhague. No Ørstedsparken, ainda se vê vestígios dessa fortificação: o lago fazia parte do fosso que cercava parte da cidade. O nome do parque é uma homenagem ao físico dinamarquês Hans Christian Ørsted.

Veja a localização desses e outros lugares que recomendo num mapa do Google.

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5 comentários Adicione o seu

  1. Acabei de encontrar esta reportagem intitulada “Conheça os dez destinos mais caros do mundo”, pelo Yahoo! Notícias.
    E Copenhagen está inserida nela.
    É só para comunicar desta notícia deste site. Nada crítico meu, a não ser, mostrar à senhora quem poderá usar em seu benefício de alguma forma.
    Uma espécice de contribuição, enfim.
    Abraço .
    Ricardo .

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    1. Obrigada pela informação sobre a matéria, Ricardo. Restaurantes, bares e hotéis aqui são realmente muito caros. Turismo em Copenhague é mesmo caro, mas há algumas dicas que podem baratear a viagem. Usar o transporte público, que é de ótima qualidade, em vez de táxi, por exemplo. Outra dica é aproveitar a segurança e tranquilidade da cidade para fazer um piquenique num dos belos parques da cidade e assim economizar uma ida a um restaurante. Basta ir a um supermercado e escolher o almoço nas prateleiras dos frios que servem uma variedade enorme de ótimos sanduíches prontos. Aliás, Ricardo, você me deu uma ótima ideia para um post. Vou pensar e pesquisar um pouco mais sobre o assunto para trazer mais ideias de como fazer turismo com orçamento apertado aqui em Copenhague. Um abraço, Margareth

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      1. Poxa, que alegria pela comunicação respondida e, especialmente pelo que toca no fato de ter ocorrido na senhora a ideia de desenvolver um post acerca disso. Avise-me, por gentileza, quando da publicação para que eu não me distraia por esquecimento ou por atenção dada à época também a outra coisa, embora eu esteja quase sempre de olho nos blogs em que apareço seguindo sempre com muito carinho.
        Percebo que tudo está contribuindo aos poucos para que, um dia, eu possa estar aí para experienciar concretamente esse lugar compartilhando e obtendo bem-estar e culturas.
        A única coisa (uma bobagem, talvez) que um pouco me “amedronta” por conta da minha condição, diria, “tropical”, é o frio que se diz daí. Estou ressignificando isto e reestruturando-me sobre isto. Uma coisa que alcancei nos meus breves estudos em Filosofia da Linguagem é que, por exemplo, quando sai-se para o frio, encontra-se o frio, e, quando sai-se para o mais frio, encontra-se o mais frio. Além de fisiológico e psicológico, como tantos dizem, tem também o lado filosofável de se conceber certas coisas do mundo externo a nós, enfim.
        Uma bobagem, talvez, portanto.
        Ficam aqui outra vez o agradecimento, o elogio e o incentivo pelos seus posts sempre excelentes. Ricardo.

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      2. Olá Ricardo,
        Perdão pela demora na resposta, mas como você deve ter visto pelos meus últimos textos, estou numa fase de mudança transatlântica, de volta ao Brasil para uma estada de pelo menos dois anos.
        Entendo o que quer dizer sobre o frio e concordo que o frio tem muito de psicológico. Não há segredo para não passar muito frio na Dinamarca, basta apenas ter roupas adequadas. Se for na primavera, verão ou início do outono, eu aconselho a deixar para comprar casacos de inverno na Dinamarca. Se procurar bem, vai encontrar preços em conta e poderá escolher melhor artigos feitos com materiais mais apropriados. Uma dica que um amigo me de há muito tempo: proteja bem a cabeça, os pés e as mãos. Assim terá meio caminho andado para se proteger das temperaturas congelantes do inverno nórdico. Um abraço

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  2. Carminha Kill disse:

    Oi Margareth,
    Adorei a dica. Eu também gosto muito de feiras e mercados. Abração, Carminha

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