Mapeada até o pescoço

Mapa do Almanaque de Campos na parede.
Mapa na parede.

Esses meus primeiros dias tentando entender a geografia de Campos dos Goytacazes me fazem lembrar meus primeiros anos em Copenhague, embora a tarefa atual seja bem mais simples do que a de 14 anos atrás. Aqui, se não acho um lugar, é só perguntar a alguém. Em Copenhague eu poderia, naturalmente, fazer o mesmo, mas a cidade, além de maior, é repleta de ruas cujos nomes eu não conseguia pronunciar.

Por causa de Copenhague, acabei criando mania de mapas. Com eles encontrei caminhos e fiz grandes descobertas na capital dinamarquesa. Muito antes de MapQuest e Google Maps no celular, eu me munia de um mapinha toda vez que precisava achar um lugar novo na cidade. A mania foi transferida para todas as cidades que vim a conhecer depois e acabou inspirando minha tese de mestrado na Universidade de tecnologia da Informação de Copenhague, na qual, mais de dez anos atrás, usei princípios de orientação através de mapas para desenvolver o protótipo de um guia turístico para celulares.

Mesmo na era dos smartphones, continuo com minha mania cartográfica. Mas aqui em Campos ainda não consegui encontrar nenhum mapa prático de bolso. Talvez seja um exagero meu, já que, depois do esclarecimento de uma nativa, percebi que a geografia da cidade é muito simples. O traçado urbano é baseado em grande quatro avenidas e ruas paralelas ao Rio Paraíba do Sul. Incrível que eu não tivesse percebido isso antes!

Ainda assim, não desisti de encontrar um mapa de Campos. Depois de uma pequena pesquisa por bancas e livrarias da cidade, o melhor que encontrei foi num almanaque (algo que eu nem sabia que ainda existia na era da Wikipedia), que comprei só por causa do mapa gigantesco encartado na publicação. O mapa já foi grudado numa das paredes do apartamento onde estamos instalados provisoriamente e me orienta toda vez que preciso tomar um rumo.

Quanto a Copenhague, uma solução recente e bem humorada deverá ajudar os noviços na língua e na cidade, como mostra o vídeo abaixo. Só me pergunto por que não inventaram isso 14 anos atrás.

WTPh? – What the Phonics from Andrew Spitz on Vimeo.

Aqui também vale uma dica aos viciados em mapas: no Centro de Visitantes que fica em frente à estacão ferroviária central, bem no centro da cidade, são distribuídos gratuitamente ótimos mapas de bolso de Copenhague. Segue o endereço do centro:
Copenhagen Visitor Centre
Vesterbrogade 4A
DK-1620 Copenhagen V

Anúncios

1 comentário Adicione o seu

  1. Legal. Se algo assim no Brasil fosse feito, já iriam ensinar os turistas a falar palavrões como é comum a gente ver aí. Um dia desses, coisa q faço raramente, vi na televisão, e a Globo, por sinal, o Luciano Huck num táxi fazendo o papel de motorista com um passageiro estrangeiro, a coisa descambou justamente para isso “ensinar o turista a falar besteira”. É, Margareth…

    Curtir

Seu comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s