Entre dois tempos II

em
Statue of brazilian poet Carlos Drummond de An...
Pedindo socorro ao poeta. (Estátua do poeta Carlos Drummond de Andrade em Itabira, MG). Foto via Wikipedia)

O Brasil não é só Campos dos Goytacazes, mas a cidade bem poderia servir para um grande estudo de caso que ilustrasse a tese sobre o impacto da má qualidade de serviços sobre o crescimento econômico brasileiro. Sempre que tento usar algum tipo de serviço público ou privado em Campos dos Goytacazes, me vem à cabeça alguns dados de matéria no Estadão dando conta que a produtividade do setor de serviços no Brasil caiu 9% de 1950 a 2005, enquanto a da Coreia do Sul subiu 123% no mesmo período.

Nos últimos meses, muito frequentemente tenho me sentido parte de um cenário piorado do poema “Cidadezinha qualquer”de Carlos Drummond de Andrade. Toda vez que entro numa fila ou numa sala de espera, me lembro do poema e brinco mentalmente sobre como ele poderia ser adaptado à morosidade típica do setor de serviços de Campos. Abaixo, um resultado dessa brincadeira mental. Outras ideias são bem-vindas.

Um dia qualquer

Esperas entre prateleiras
Demoras sem eira nem beira
Atrasar, despudor, tardar

O atendente vem devagar.
O caixa passa tudo devagar.
A recepcionista reage devagar.
Devagar… as filas se arrastam.

Eta vida besta, meu Deus.

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2 comentários Adicione o seu

  1. Drummond, te cuida.

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    1. Ô Mariel, não maltrata.

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