Despedida I

Sou meio lenta, às vezes. Já faz uns meses que retornei à Dinamarca e ainda não me despedi adequadamente de Campos dos Goytacazes, a cidade no norte do estado do Rio de Janeiro onde vivi por exatos dois anos. Demorei a ”formalizar” aqui no blog a minha despedida porque não sabia como fazê-lo. É difícil…

Descascador de laranja

Depois de algumas semanas distante do blog, retorno ao seio do teclado gentil para escrever sobre algo singelo: o descascador de laranjas. Dia desses, no centro da cidade de Campos dos Goytacazes, dei de cara com um vendedor de frutas que tinha na sua barraquinha um daqueles antigos descascadores de laranja com o qual, pacientemente,…

O jeito macho de dirigir

Há muitos machos pelas ruas e avenidas dessa cidade brasileira, à solta usando seus carros não apenas como veículos de transporte mas também como um troféu à sua ousadia, esperteza e presumida destreza. Eles estão por toda parte: nas esquinas, cruzamentos, acostamentos e retornos. Quando menos se espera, aparecem em alta ou altíssima velocidade. Eles…

Esporte radical

Quis testar meus limites e tentar fazer o que mais ninguém ousa fazer. Fiz uma caminhada no sol de 40 graus centígrados de Campos dos Goytacazes. Se quiser aceitar o mesmo desafio radical, é bom saber que terá contra você, tentando lhe impedir de alcançar seu objetivo, urbanistas, planejadores e governantes que despojaram a cidade…

Verde só para os olhos

Escrever sobre o Museu Rudolph Tegner, tema da minha postagem anterior, me levou a pensar na carência que boa parte das cidades brasileiras têm de espaços verdes públicos e, mais ainda, de espaços onde o verde não seja apenas usado como elemento de um cenário de cartão postal. Espaços onde as pessoas possam usar o…

Noite de berros e roncos

(Relato inspirado em fatos quase reais. Os nomes das pessoas citadas são fictícios.) *** “Você me traiu! Você me traiu!”, berra uma mulher no meio da noite. “Me dá o telefone, me dá o telefone”, uma voz masculina pede àquela que se dizia traída. Ouço mais gritos da moça traída. Ela parece desesperada. Ou bêbada….

Mapeada até o pescoço

Esses meus primeiros dias tentando entender a geografia de Campos dos Goytacazes me fazem lembrar meus primeiros anos em Copenhague, embora a tarefa atual seja bem mais simples do que a de 14 anos atrás. Aqui, se não acho um lugar, é só perguntar a alguém. Em Copenhague eu poderia, naturalmente, fazer o mesmo, mas…

Mais uma razão para ser feliz: superciclovias dinamarquesas

Depois de enfrentar o trânsito de cidades brasileiras nas minhas últimas férias, ao voltar à Dinamarca acho que compreendi uma das razões para o país ser apontado como o mais feliz do planeta no Relatório sobre a Felicidade das Nações Unidas. Um dos segredos de tanta felicidade só pode estar nas pedaladas que grande parte…