Minha vida de marciana

No voo de volta da minha viagem mais recente ao Brasil, assisti ao filme ”The Martian” que eu traduziria literalmente como “O Marciano” em vez de “Perdido em Marte”, como foi feito no Brasil. Gostei do filme e o que mais me inquietou nele foi tentar me ver naquela situação de isolamento, solidão e falta…

Rotina das pequenas coisas

Diante da luz vermelha na faixa para pedestres, olho para um lado, olho para o outro e, como não vejo carro à vista, meu primeiro impulso é atravessar a rua. Mas, quando me lembro que aqui não preciso me sentir uma idiota por esperar pelo sinal verde na faixa de pedestres, me detenho e só atravesso…

Não dá para ser menos concreto?

O caso que contei na postagem anterior me fez lembrar um artigo que li há algum tempo sobre a diferença entre as línguas latinas e as germânicas. Escrito por dois professores universitários dinamarqueses, o artigo, intitulado “Dinamarqueses pensam muito concretamente (minha tradução para “Danskere tænker meget konkret”), compara a ênfase que as línguas latinas dão…

Coque desalinhado

Aquela criatura com o queixo levantado esperando o sinal de trânsito abrir era tudo o que Marilene almejara mas nunca conseguiria ser. Como outras que circulavam pelas ruas daquele país, aquela figura ao lado dela era firme e decidida. Sobre ela não pairava nem uma sombra de dúvida ou insegurança. Olhava para a frente, sem…

Desviando o olhar

No segundo dia útil depois de minha volta das férias no Brasil tive de enfrentar uma fila quilométrica, para o padrão dinamarquês, diga-se de passagem, no maior hospital da Dinamarca. Cheguei ao hospital para fazer um electrocardiograma achando que, como de costume, teria de enfrentar uma fila com duas ou três pessoas, seria atendida no…